
Aos 20 anos, ele pegou a bola, colocou na marca e converteu a cobrança que devolveu o Campeonato Paulista ao Palmeiras depois de doze anos de espera. Seis anos depois daquela noite no Allianz Parque, Patrick de Paula tenta recomeçar a carreira no Sport, na Série B.
Entre um ponto e outro houve uma fila de gigantes europeus atrás do volante e uma recusa do próprio Palmeiras. O Benfica ofereceu 10 milhões de euros, cerca de 66 milhões de reais na cotação da época, e ouviu não: o clube queria mais e preferiu segurar o garoto para valorizá-lo.
De cobrador de pênalti decisivo a candidato ao acesso
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Agosto de 2020 O pênalti que valeu um título Na final contra o Corinthians, no Allianz Parque, converteu a cobrança que fechou o 4 a 3 nos pênaltis e deu ao Palmeiras o 23º Paulista.
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2021 A Europa em volta dele Borussia Dortmund, Inter de Milão e Atlético de Madrid acompanharam o volante, e o Benfica chegou a apresentar proposta formal, recusada pelo Palmeiras.
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2022 A saída para o Botafogo Deixou o clube por 33 milhões de reais, depois de perder espaço na hierarquia do meio-campo.
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2023 A lesão que custou o ritmo Machucou gravemente o joelho esquerdo e ficou cerca de 400 dias sem jogar, seguidos por empréstimos a Criciúma, Estoril e Remo.
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2026 O recomeço em Recife Anunciado pelo Sport há menos de um mês, estreou na vitória sobre a Ponte Preta, em 26 minutos no gramado.
O ano em que ele foi o assunto do mercado
Formado nas categorias de base e promovido ao profissional em 2020, sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, Patrick de Paula fez 49 partidas na temporada de 2021, sendo titular em cerca de metade delas. Era o perfil que o mercado europeu procura: jovem, alto, com passe e chegada à área.
A chegada de Abel Ferreira, em outubro de 2020, reorganizou a disputa no meio-campo e reduziu o espaço do volante. Em 2022 ele saiu para o Botafogo, e a trajetória tomou outro rumo: lesão grave no joelho, mais de um ano parado e três empréstimos sem sequência.
O que a recusa daquele ano diz sobre a Academia
A decisão de não vender é a mesma lógica que o clube aplicaria depois em nomes maiores. O Palmeiras pediu mais do que os 10 milhões de euros oferecidos e manteve o jogador, apostando que o preço subiria. Com Patrick a conta não fechou; com outras crias da Academia, a política virou a principal linha de receita da última década.
O nome dele segue ligado a um dos momentos mais lembrados do Palmeiras no Campeonato Paulista. Foi o pênalti de um garoto de 20 anos que encerrou o jejum estadual mais longo da história recente do clube.
Quando o meu nome é falado no futebol, sempre tem um burburinho, uma desconfiança. Mas eu sei muito bem da pessoa que eu sou, da personalidade que eu tenho. Sei do meu potencial e do meu caráter.
Na estreia pelo novo clube, o volante já falava de acesso. “Estou pronto, preparado. E volto a falar: mentalmente e me preparando ainda mais fisicamente para a gente poder ter o acesso. E tu pode ter certeza que eu não acho que a gente vai subir, não. A gente vai subir”, disse ele depois da vitória sobre a Ponte Preta.
Aos 27 anos, ele tem idade para uma segunda carreira inteira. E carrega, em qualquer camisa que vista, a marca de quem bateu o pênalti que o Palmeiras não esquece.
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