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Futebol

O Palmeiras é o único brasileiro no top 10 mundial da base

Estudo do Observatório do Futebol coloca o Palmeiras em nono lugar mundial em receita com jogadores formados na própria base — o único brasileiro entre os dez.

Palmeiras, Copinha 2026, Erick Belé, Luis Pacheco, Eduardo Conceição, Cria da Academia, Base do Palmeiras, Abel Ferreira, Futebol de Base, Verdão
Palmeiras, Copinha 2026, Erick Belé, Luis Pacheco, Eduardo Conceição, Cria da Academia, Base do Palmeiras, Abel Ferreira, Futebol de Base, Verdão

O Palmeiras foi tratado como elite mundial pela imprensa esportiva espanhola nesta segunda-feira. O motivo não é uma campanha nem um título: é um estudo do Observatório do Futebol, o CIES, que mede quanto cada clube do mundo arrecadou nos últimos dez anos com jogadores formados nas próprias categorias de base. O clube alviverde aparece em nono lugar mundial — e é o único brasileiro entre os dez primeiros.

Onde o Palmeiras está nessa lista

Os 356 milhões de euros contabilizados pelo levantamento colocam o Verdão à frente de clubes com um século de tradição em formação — e a conta foi fechada antes da venda de Allan ao Manchester City, que ainda não entrou no cálculo. À frente estão Benfica, com 589 milhões, Ajax, com 454, e Chelsea, com 442. O Lyon aparece em quarto, com 423 milhões. O Manchester City é o sexto, com 404, e o Real Madrid o sétimo, com 395.

A distância para o resto do Brasil é o dado mais revelador da lista. O segundo clube brasileiro mais bem posicionado é o Flamengo, em 17º, com 285 milhões de euros. Entre o nono e o décimo sétimo lugar cabe a diferença entre exportar talento com regularidade e exportar de vez em quando.

O que o mercado europeu enxerga

A leitura publicada na Espanha não trata a base alviverde como fornecedora de matéria-prima barata, e sim como uma academia de formação equiparável às europeias.

Hoje o mercado vê a base do Palmeiras com o mesmo respeito que as grandes academias europeias. A combinação de tecnologia, metodologia e tempo de maturação permite que o clube não apenas descubra, mas maximize o valor de cada talento

Cláudio Fiorito, CEO da Pu0026amp;P Sport Management no Brasil, em tradução livre

A comparação que aparece no texto espanhol é geracional: o que o Palmeiras fez com os nascidos em 2006 é aproximado ao que o Brasil viveu com a geração de 1992, que reuniu Neymar, Coutinho, Alisson e Casemiro na Seleção Sub-20 e chegou rapidamente aos maiores clubes do mundo.

A linha do tempo que sustenta o número

O ciclo começou em 2016, com a ida de Gabriel Jesus ao Manchester City por 33 milhões de euros, e se acelerou nos últimos anos: Endrick ao Real Madrid, Estêvão ao Chelsea, Vitor Reis também ao City — a maior venda de um zagueiro na história do futebol brasileiro — e agora Allan, que entrou direto no pódio histórico do clube, como o portal detalhou em as maiores vendas da história do Palmeiras.

Somam-se a eles Luis Guilherme, no West Ham, Danilo, no Nottingham Forest, Artur, no Zenit, e Kevin, no Shakhtar. Em 2025, o clube superou com folga a própria meta de receita com negociações, e o modelo já foi mapeado pelo portal em as cinco maiores vendas da era Leila, todas saídas da mesma casa.

A geração seguinte já está em campo: o Sub-20 decide o título brasileiro na sexta-feira, no Nubank Parque.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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