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Jogo e jogadores citados no texto
Antes de a bola rolar, a semifinal da Libertadores já tem uma disputa aberta — e ela é sobre quem senta nas arquibancadas. O Palmeiras propôs ao Fluminense que cada clube liberasse dois mil ingressos à torcida adversária nos dois jogos. O Fluminense disse não.
A regra e a exceção
A Conmebol determina que, a partir das semifinais, o mandante ofereça quatro mil lugares ao visitante. É esse número que o clube carioca quer ver cumprido. O Palmeiras pediu a redução para dois mil, dos dois lados.
Não é birra, é autorização
A diferença entre os dois números não depende do clube alviverde. O Nubank Parque comporta os quatro mil, mas quem define o teto de visitantes em São Paulo é a Polícia Militar, e o limite fixado é de dois mil. Aceitar os quatro mil no Maracanã sem poder retribuir em casa criaria uma assimetria de duas mil pessoas no confronto.
O acordo já foi feito antes
O regulamento da Conmebol permite justamente esse tipo de acerto bilateral quando um dos mandantes não tem estrutura para a cota cheia. E o Palmeiras já recorreu a ele: contra o Boca Juniors, em 2023, e contra o Athletico-PR, em 2022, os dois lados aceitaram reduzir a carga para dois mil visitantes em vez dos quatro mil previstos.
Os dois caminhos do clube
A diretoria descarta levar a semifinal para outro estádio — o Nubank Parque segue confirmado para o jogo de volta. Restam duas saídas, que não se excluem: pedir aos órgãos de segurança pública autorização para dobrar a capacidade destinada à torcida visitante, ou repetir com o Fluminense o acerto bilateral que já funcionou nas outras duas ocasiões.
O que a PM exige para liberar os quatro mil
O caminho da autorização avançou, e agora tem uma lista. O Ministério Público já deu o aval para dobrar o setor visitante, mas a Polícia Militar condicionou a liberação a documentos e obras. O primeiro item é o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, o AVCB, que atesta se o local tem condições operacionais de receber o público — sobretudo se as rotas de fuga absorvem as pessoas em caso de emergência. O Palmeiras já protocolou o pedido de avaliação e aguarda resposta.
Depois vêm as exigências de estrutura. O tenente-coronel Valdinei Arcanjo da Silva, da Polícia Militar, apontou a necessidade de rede de proteção — o setor visitante do Nubank Parque fica na parte superior, e a rede serve para “segurar possíveis objetos arremessados”. Somam-se isolamentos internos, novas estruturas no portão e na área externa e um plano operacional que descreva como o clube vai receber esses torcedores, das catracas à leitura biométrica.
A preocupação não para no estádio. A corporação considera que o entorno, com casas e shoppings, dificulta a operação, e quer uma divisão das ruas próximas para evitar que as duas torcidas se encontrem na chegada e na saída.
O cronograma foi rápido: o clube fez o primeiro contato numa sexta-feira, formalizou o pedido na segunda e recebeu na terça um ofício com as condições documentais, incluindo a reavaliação do AVCB. A expectativa é de veredicto na semana seguinte, e o Palmeiras entende que consegue atender ao que foi pedido. Se sair, a liberação vale só para esta partida.
As datas
A ida está marcada para 14 de outubro, no Maracanã, com mando do Fluminense. A volta é em 21 de outubro, no Nubank Parque. As duas partidas começam às 21h30 de Brasília. A definição da carga cabe agora à Conmebol — e, até ela sair, nenhum dos dois clubes pode abrir venda para o jogo do rival.
O Palmeiras chegou à semifinal eliminando a LDU nos pênaltis, em Quito.
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