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Futebol

Palmeiras e São Paulo pela Supercopa podem representar o fim de torcida única em SP

Torcedores de Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos em ato pela paz nos estádios, no Pacaembu (Foto: Reprodução/TNTSports)
Torcedores de Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos em ato pela paz nos estádios, no Pacaembu (Foto: Reprodução/TNTSports)

Palmeiras e São Paulo disputarão a decisão da Supercopa Rei no domingo (4), no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG). O duelo será fora do Estado paulista por conta da determinação de torcida única.

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No domingo (4), Palmeiras e São Paulo fazem o primeiro Choque-Rei do ano pela decisão da Supercopa, às 16h (de Brasília), no Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Isto porque o Ministério Público proíbe a realização, em São Paulo, de clássicos com duas torcidas.

A partida pode representar o fim dos jogos com torcida única no Estado paulista, determinação imposta há 6 anos pelo Ministério Público. Na capital mineira, torcedores de Palmeiras e São Paulo poderão assistir ao clássico pela Supercopa Rei, divididos, claro, no Gigante da Pampulha.

Faz 6 anos que as torcidas de ambos os clubes não se encontram. Em 2016, uma sucessão de confrontos violentos, entre membros das organizadas dos principais times do Estado, levou o orgão público paulista a autorizar apenas a presença de torcedores do clube mandante em clássicos.

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Para o disputa em Belo Horizonte (MG), o comando da Polícia Militar mineira reuniu-se com os presidentes das principais torcidas uniformizadas de Palmeiras e São Paulo, na sede da FPF (Federação Paulista de Futebol), onde definiu-se medidas de segurança e manutenção da paz entre ambas.

A entidade paulista pretende usar o Choque-Rei de domingo (4) como uma espécie de ‘laboratório’, uma vez que os dirigentes de clubes paulistas, em caso de tranquilidade total no clássico, usarão o exemplo para reacender a discussão sobre o fim da determinação de jogos com torcida única, em São Paulo.

Por outro lado, a possibilidade não deixa de ser remota. Isto porquê o MPSP usa dados estatísticos para, a cada ano, renovar a proibição. A questão, segundo o orgão, envolve o temor dos confrontos entre torcidas nos deslocamentos das mesmas aos estádios e não, propriamente, no entorno deles.

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No ano de 2018, dados do 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar do Estado de São Paulo revelaram queda nos principais índices observados como, por exemplo, redução considerável do contingente policial em dias de clássicos na capital paulista, Santos ou Campinas.

Depois da medida, foram empregados uma média de 10 mil agentes de segurança em duelos entre clubes rivais. Antes, eram precisos mais de 14.100 policiais para a garantia da ordem nos dias de jogos. Já o público médio cresceu; de 1.073.838 para 1.425.779 torcedores.

Por não haver uma Lei estadual que regule a proibição de duas torcidas em clássicos, quem faz a determinação é Federação Paulista, diante de recomendações do MPSP, feitas a cada início de temporada do futebol em São Paulo. Embora não seja obrigada a acatar as decisões do MP, a FPF o faz para não ser responsabilizada por possíveis incidentes decorrentes de encontros de torcidas rivais.

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Embora os clubes e a Federação Paulista de Futebol, neste momento, não pretendam ignorar as recomendações do Ministério Público; a ideia é recolocar em pauta a discussão do fim da proibição de jogos com torcida única, tentativa frustrada em 2023, depois de briga entre palmeirenses e corintianos.

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Sobre o autor

Jornalista formado, carrego o verde no coração e nas palavras. Especializado em cobrir o Palmeiras, transformo paixão em análises técnicas e narrativas profundas. Acompanho cada jogo, treino e bastidores do Verdão, trazendo conteúdo exclusivo e autêntico. Minha caneta honra a história centenária Alviverde, conectando torcedores às emoções do clube que move minha carreira.

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