
O técnico do Palmeiras, que um dia reclamou a não reposição a Danilo, vendido ao Nottingham Forest; mudou o discurso, dizendo que confiava nos jogadores que tinha e na gestão do clube. E agora?
VEJA MAIS > Weverton reconhece que Palmeiras não foi bem e vê equipe melhor no Brasileirão
A política é, invariavelmente, suja. Nos bastidores do Palmeiras, correm conversas de que há um movimento para culpar Abel Ferreira pelo fracasso do Alviverde na Libertadores, tirando quaisquer responsabilidades das ‘costas’ de Leila Pereira, candidata à reeleição, no fim do próximo semestre.
Se, por um lado, o treinador palmeirense tem parcela de culpa na eliminação do Verdão para o Boca, atuando em casa onde, no torneio Sul-Americano, ainda não havia perdido; por outro, a ineficácia de Anderson Barros, e sua diretoria de futebol, também tem percentual de responsabilidade.
No último período de transferências de atletas, encerrado no dia 02 de agosto; nenhum reforço foi comprado para o elenco de Abel Ferreira que, neste ano, recebeu apenas Richard Ríos e Artur para fortalecer a equipe. É a primeira vez que o Palmeiras deixa janela passar em branco, desde Paulo Nobre.
Em 2021, o treinador português, na metade da temporada, reclamou a falta de contratações para dar mais robustez à sua equipe. No início deste ano, repetiu as lamentações pela incapacidade do Palmeiras em repor Danilo, quando explicou a um jornalista o porquê de usar Zé Rafael como volante, no elenco.
Entretanto, mudou seu discurso, dizendo que prefere um elenco enxuto, curto, do que com muitas opções e atletas chateados por não serem relacionados. Disse, também, que disputaria os torneios com times capazes de vencê-los, demonstrando total confiança em seus comandados.
Agora, o Palmeiras chega à segunda eliminação de um importante torneio, no ano, a Conmebol Libertadores da América 2023, na semifinal, para o Boca Juniors; depois de amargar desclassificação da Copa do Brasil, para o São Paulo, nas quartas de final da competição, dia 13 de julho passado.
Apesar de contar com Kevin, Luís Guilherme e Endrick no banco de reservas do Palestra, o técnico português tem relutado na escalação dos garotos, especialmente do primeiro, destaque do Sub-20 de Lucas Andrade mas com menor minutagem no time profissional; apenas 131 minutos.
Contraditoriamente, Abel Ferreira já lançou 24 jogadores da Base à equipe principal. O último foi Kauan Santos, craque da Base Alviverde que substituiu Breno Lopes, na derrota por 1 a 0 para o Bragantino, aos 43 minutos do segundo tempo, no Estádio Nabi Abi Chedid, pela vigésima quinta rodada do Brasileirão.
Talvez, depois da decepção com a eliminação na Libertadores, certo de que precisa, sim, de reforços ao time; o treinador português coloque de lado o hábito de defender a atual diretoria Alviverde, que pretende reeleger-se para continuar com sua administração que não tem sido assertiva, constantemente.
O contrato do europeu com o clube se encerra no fim da próxima temporada e o lusitano já reafirmou que o cumprirá. No entanto, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, pretende renovar com o treinador até 2027, ano em que se encerraria seu segundo mandado, em caso de reeleição.
É importante que Abel Ferreira tenha em mente que, definitivamente, não vale à pena lançar mão de ter um elenco forte, de destaque, vencendo muitos títulos; para defender uma gestão mediana, que não atenta ao principal patrimônio do clube que é, exatamente, um histórico de conquistas.
A atual diretoria foi ineficiente nas duas últimas janelas quando, na primeira, fez apenas duas contratações e, na segunda, nenhuma. A justificativa é a de que os clubes acham que o Palmeiras ‘nada em piscinas com milhões de euros’, pedindo valores absurdos por seus atletas. Mas quando foi diferente?
E a principal atribuição de um diretor de futebol é exatamente negociar, oferecer trocas, barganhar, planejar valorização de um atleta contratado, vislumbrando lucros quando da sua transferência; mas Anderson Barros não faz nada disso e está longe de ser agressivo no mercado.
E é bom o português atentar-se para isso, em defesa da integridade de seu nome e de todas as suas vitórias à frente do Palmeiras, em um curto espaço de tempo ou, de fato, acabará culpado pelos insucessos da equipe quando estes forem causados, principalmente, pela ineficiência de sua diretoria.
Acompanhe nossas redes e receba mais conteúdos do Palestra
+ Siga-nos no TikTok
+ Siga-nos no Twitter
+ Siga-nos no Instagram
+ Curta nossa página no Facebook
+ Inscreva-se em nosso canal no YouTube
O que você achou?
0 reaçõesCrie sua conta grátis para reagir e comentar as matérias.






💬 Comentários
Seja o primeiro a comentar!
Entre na comunidade do Portal do Palestra para comentar.