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Futebol

No Allianz, domingo, Palmeiras vem com ‘El Matador’ e companhia

Evair em 1993 (Foto: Reprodução)
Evair em 1993 (Foto: Reprodução)

Pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro 2023, na noite do próximo domingo (04), o Palmeiras vai receber o Coritiba naquele que, um dia, foi o Parque Antarctica, estádio do Palestra Itália.

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Há 30 anos, na Rua Turiassú, hoje Palestra Itália, numa tarde de dia dos namorados, nascia o Dia da Paixão Palmeirense.

Na linha do tempo do Paulistão de 1993, quando o Palmeiras contava com Sérgio; Mazinho, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; Daniel, César Sampaio e Zinho; Edmundo, Evair e Edílson; o Alviverde estreou vencendo o Marília por 2 a 1, no Parque Antarctica, no dia 27 de janeiro. Três dias depois venceu o XV de Piracicaba (2 a 0), depois empatou em dois a dois com o Rio Branco, nas três primeiras rodadas do estadual. Em 11 jogos, foram 7 vitórias e 4 empates até perder o confronto contra o Bragantino, em Bragança Paulista, ex-time do técnico do Verdão, àquela época, Vanderlei Luxemburgo. Aliás, o clube do interior foi um difícil adversário para o Palmeiras nos anos 80.

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Naqueles tempos, até o Moleque Travesso, o Juventus da Mooca, disputava a elite do principal campeonato estadual do país. Ganhou do Palestra, inclusive, por 2 a 1, no Pacaembu, naquela edição do torneio, depois de perder por 4 a 1, no Parque Antarctica, dez dias antes.

Ao todo, o Verdão disputou 38 partidas. Venceu 26, empatou seis e perdeu outras seis, até aquela tarde romântica de um sábado de 12 de junho, o dia em que sagrou-se Campeão Paulista 1993, depois de 17 anos sem títulos, encerrando a competição aplicando goleada de 4 a 0 em seu maior rival, o Corinthians, no Morumbi com 104.401 torcedores palmeirenses e corintianos.

Em celebração à data histórica acontecerá, pouco antes das 18h30 deste domingo (04), no Allianz Parque, uma homenagem do Palmeiras ao elenco de 1993, contando com a presença de parte dos jogadores do chamado Dream Team.

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A presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, Leila Pereira, publicou em suas redes sociais o seguinte texto: “Temos muito orgulho do que estamos vivendo com o Palmeiras no presente, mas também valorizamos o nosso passado vitorioso. O título do Paulista de 1993 é um dos momentos mais marcantes da história do clube, e nós não poderíamos deixar passar em branco os 30 anos desta conquista tão representativa. Ficarei muito orgulhosa em receber os heróis daquela vitória inesquecível!”.

E não poderia, mesmo, deixar ‘passar em branco’ o agradecimento e reconhecimento a um elenco que lavou a alma dos palestrinos, literalmente.

Para o palmeirense nascido nos anos 2000, a melhor maneira de traduzir a representatividade do título de Campeão Paulista de 1993 é reproduzindo o texto, que se tornou poema, de Joelmir Beting: “Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… É simplesmente impossível!”

Naquela competição, os jogadores do Palmeiras marcaram 72 gols e foram o melhor ataque da edição. Edmundo era chamado de animal; Evair, ‘El Matador’. Além do elenco principal, no banco de reservas Luxemburgo ainda tinha Velloso; Tonhão e Cláudio; Flávio Conceição e Rincón; Rivaldo. Você leu certo, mesmo; Rivaldo alternava a titularidade com Edílson e, por vezes, ficava em stand-by.

Ahhh… eu, com 17 anos de idade naquele 12 de junho de 1993, me emociono quando começo a relembrar aquela tarde, os principais jogos, aquela conquista. É; bom ter nascido palmeirense e sempre foi bom ser palmeirense e, talvez em 2012 e 2013, tenha sido ainda melhor!

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Cristiano Gomes

Autor

Jornalista formado, carrego o verde no coração e nas palavras. Especializado em cobrir o Palmeiras, transformo paixão em análises técnicas e narrativas profundas. Acompanho cada jogo, treino e bastidores do Verdão, trazendo conteúdo exclusivo e autêntico. Minha caneta honra a história centenária Alviverde, conectando torcedores às emoções do clube que move minha carreira.

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