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Jogo e jogadores citados no texto
O Palmeiras vai entrar com um pedido formal à Polícia Militar e às autoridades de segurança para ampliar, em caráter de exceção, a cota da torcida visitante no Nubank Parque na volta da semifinal da Libertadores, em 21 de outubro, contra o Fluminense. O caminho do acordo direto entre os clubes, que o Verdão tentou primeiro e já usou em outras semifinais, foi fechado pelo time carioca.
O impasse nasce de uma diferença entre duas regras. O regulamento da Conmebol obriga o mandante a vender, a partir das semifinais, pelo menos 4 mil ingressos à torcida visitante. No Nubank Parque, por determinação da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o setor destinado ao visitante comporta cerca de 2 mil lugares. Para chegar ao número exigido pelo continente, é preciso autorização do poder público paulista.
Por que o acordo com o Fluminense não saiu
O regulamento permite que os dois clubes combinem uma cota menor quando um dos estádios não comporta o número cheio. Foi o que o Palmeiras fez em mata-matas recentes: nas semifinais que disputou — seis nas últimas sete edições —, o acerto com o adversário travou a carga em 2 mil ingressos nos dois jogos, o que equilibra a conta para os dois lados.
Dessa vez não houve acerto. Os clubes tiveram uma primeira conversa, o Palmeiras explicou o limite do estádio, e o Fluminense foi irredutível. Sem o acordo bilateral, sobra ao Verdão o caminho mais longo: convencer os órgãos de segurança a liberar o dobro do que autorizam hoje.
A proposta que o Palmeiras levou à mesa era de reciprocidade: 2 mil ingressos para o visitante nos dois jogos, o mesmo teto valendo no Nubank Parque e no Maracanã. O Fluminense entende que não há motivo para abrir mão da cota prevista no regulamento nesta fase e mantém a cobrança pelos 4 mil lugares.
Recusada a reciprocidade nos 2 mil, o clube mudou de tática e formalizou os pedidos nesta terça-feira. À Polícia Militar, pediu autorização para dobrar o setor visitante do Nubank Parque e chegar aos 4 mil exigidos. À Conmebol, pediu que a mesma régua valha do outro lado: 10% da capacidade do Maracanã reservados à torcida alviverde na ida. Se a entidade aceitar, o Palmeiras teria direito a cerca de 7 mil lugares no Rio, num estádio que comporta pouco mais de 78 mil.
O que a Polícia Militar já disse
A PM classifica a operação do jogo como de alto risco, e a preocupação declarada está na chegada da torcida visitante ao entorno do estádio. A corporação afirma que aguarda o pedido do clube para então avaliar se o aumento é viável do ponto de vista técnico — antes disso, não há análise a fazer.
Precisamos ir com cautela agora. É um assunto delicado
O prazo que corre contra
O regulamento da Conmebol prevê que o mandante pode ser dispensado da cota de 4 mil quando há ordem judicial ou determinação de um órgão de segurança local restringindo o público visitante. Nesse caso, a proibição precisa ser comunicada à entidade com pelo menos oito dias de antecedência — ou seja, até 13 de outubro, véspera da ida no Maracanã.
A definição das datas e dos horários da semifinal saiu nesta segunda-feira e encurtou o calendário da decisão: a ida é em 14 de outubro, no Maracanã, e a volta em 21 de outubro, no Nubank Parque, as duas às 21h30 de Brasília. Enquanto o número não estiver fechado, o torcedor não deve contar com uma cota específica para planejar a compra.
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