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Futebol

Filhas sem o que comer, aluguel atrasado e, ‘do nada’, Endrick, do Palmeiras, em seu caminho

Endrick no desembarque da seleção brasileira pré-olímpica (Foto: Joilson Marconne/CBF)
Endrick no desembarque da seleção brasileira pré-olímpica (Foto: Joilson Marconne/CBF)

No dia em que o Palmeiras se reapresentou em sua Academia de Futebol; Endrick desembarcou no Rio de Janeiro para apresentar-se à Seleção Brasileira Pré-Olímpica, quando conheceu um fã e o surpreendeu.

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Dia 8 de janeiro, a primeira segunda-feira útil do ano, foi de reapresentação do Palmeiras em sua Academia de Futebol, na Água Branca, zona oeste de São Paulo; e desembarque de Endrick, o ‘maestro’ da virada heroica no Brasileirão, no Rio de Janeiro, onde se apresentou à Seleção Brasileira Pré-Olímpica.

Em seu caminho, o camisa 9 do Palmeiras encontrou o fã Michel, que trabalha engraxando sapatos no Santos Dumont. Sem time definido, o pai de três meninas pediu uma foto ao jovem atacante do Verdão que, claro, parou e atendeu, fazendo a selfie com o morador de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense.

Depois de contar ao futuro atacante do Real Madrid sobre sua família e o trabalho no aeroporto, há 20 anos, Michel foi surpreendido pelo jogador, que lhe pediu sua chave PIX. Anotou e despediu-se. Quando conectou seu aparelho ao wi-fi do local, teve outra surpresa; Endrick havia lhe transferido R$ 1 mil.

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“Eu estava no ponto de trabalho quando vi uma multidão e eram os meninos da Seleção chegando. Ele desembarcou depois, uma criança parou e tirou foto, aí fui na direção dele e disse: Bom dia, posso tirar uma foto contigo?” – contou Michel, que chegou a ganhar R$ 120/dia mas, atualmente, não ganha a metade.

Ao Globo Esporte, Endrick falou do encontro: “O Michel chegou com toda humildade, mas eu estava de tênis. Parei para conversar, ele contou muito sobre a história de vida dele, da família, das filhas pequenas e do quanto ele luta para ganhar o pão de cada dia – contou o atacante.

As filhas do trabalhador tem dois, quatro e seis anos de idade, e ele confessou que usaria o dinheiro doado para pagar seu aluguel, atrasado, comprar leite para a filha mais nova, pomada à outra, com alergia na perna, e algum mantimento à sua família.

Há duas décadas como engraxate, costumava voltar para casa com R$ 120 a R$ 80 de ganhos por dia, mas agora o movimento caiu – e com cada sapato a R$ 10 não consegue mais atingir os mesmos valores.

https://www.youtube.com/watch?v=5KoEmP3BMqk
Reprodução https://www.instagram.com/aembaixada/

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Sobre o autor

Jornalista formado, carrego o verde no coração e nas palavras. Especializado em cobrir o Palmeiras, transformo paixão em análises técnicas e narrativas profundas. Acompanho cada jogo, treino e bastidores do Verdão, trazendo conteúdo exclusivo e autêntico. Minha caneta honra a história centenária Alviverde, conectando torcedores às emoções do clube que move minha carreira.

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