
Duas semanas depois de ser desligado do Bragantino, para o qual estava emprestado, e do Palmeiras; o atleta conseguiu recuperar seu passaporte e ser liberado pela Justiça para jogar nos Emirados Árabes.
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Em julho de 2022, quando estava emprestado ao RB Bragantino, o zagueiro do Palmeiras, Renan, provocou um acidente automobilístico que custou a vida de Eliezer Pena, de 38 anos, na Rodovia Alkindar Monteiro Junqueira, que liga Bragança Paulista à Itatiba.
Além de não ser habilitado, Renan dirigia sob efeito de álcool e, claro, em alta velocidade numa via cuja regulamentação limita os veículos a trafegarem a, no máximo, 60km/h. Seu Honda Civic tinha 18 multas por excesso de velocidade.
A Justiça brasileira tem uma “tabela de preços” e, com suas decisões, favorece quem tem condições de pagar fianças milionárias. É o caso do empresário da Porsche que, recentemente, na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, zona leste da capital paulista, assassinou um motorista de aplicativo; e de Renan.
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O jogador chegou a ser preso mas, posteriormente, foi liberado. Menos de um mês após matar o motociclista, Renan acordou indenização à família da vítima e recuperou seu passaporte, sendo liberado pela Justiça para deixar o Brasil e seguir aos Emirados Árabes Unidos, para jogar no Shabab Al-Ahli.
Agora, segundo reportagem do Nosso Palestra, Renan pleitea uma indenização, contra o Palmeiras, de R$ 4,6 milhões, contestando a rescisão de seu contrato, à época do crime, feita pelo clube por justa causa. Ainda conforme noticiado, a ação contra o Alviverde foi impetrada em julho de 2023.
A defesa do atleta alega que a decisão do Alviverde foi equivocada, uma vez que não houve a conclusão do inquérito. Ou seja; “na cabeça dos defensores”, o Palmeiras deveria mantê-lo em seus quadros, pagando seus salários regularmente, como se nada tivesse acontecido, ou como se o fato de matar alguém, na condução irresponsável de um automóvel, fosse algo corriqueiro, um acidente.
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Outro argumento do jogador, contra a rescisão de seu contrato por justa causa; é que a Justiça revogou a proibição de que ele deixasse a cidade de Bragança Paulista, enquanto respondia ao processo, e que bastaria o clube comunicar à Justiça a mudança de seu domicílio para continuar a trabalhar no Palmeiras.
Desta forma, orientado por sua defesa, que alega que os fatos não encontram julgo legal no artigo 482 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) para sua demissão por justa causa; Renan busca reverter seu desligamento para uma dispensa sem justa causa, podendo, assim, receber verbas rescisórias.
Os cálculos de tais valores chegam à soma de R$ 4.141.534,69, levando-se em conta seu tempo de contrato com o clube, até o fim de 2025, conforme cláusula compensatória desportiva, garantida na Lei Pelé. Além deste valor, o zagueiro pede uma indenização, por danos morais, da ordem de R$ 400 mil.
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Renan, atualmente com 22 anos, responde ao processo em liberdade, sob a acusação de homicídio culposo com agravante de conduzir um automóvel, em alta velocidade, tendo feito uso de substância alcoólica e não ser habilitado. Se condenado, a pena pode chegar a 10 anos de reclusão.
Segundo informou o Nosso Palestra, o estafe do jogador não respondeu aos questionamentos da página. Já a Sociedade Esportiva Palmeiras manifestou-se relatando que não comenta assuntos de âmbito judicial, além de não confirmar a existência do processo mencionado.
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