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Finanças

O déficit do Palmeiras em julho não veio do gasto, e sim da receita

O balancete de julho mostra despesa R$ 3 milhões abaixo do orçado e receita R$ 278 milhões abaixo. O rombo do ano chega a R$ 156,4 milhões.

As finanças do Palmeiras
As finanças do Palmeiras

O Palmeiras divulgou o balancete de julho, e o mês fechou com déficit de R$ 32,355 milhões — quando o próprio orçamento do clube previa superávit de R$ 41,296 milhões para o período. No acumulado de 2026, o rombo chega a R$ 156,402 milhões, contra a projeção de um superávit de R$ 21,920 milhões até aqui.

O detalhe que explica o número não está na coluna de gastos. Está na de arrecadação.

A despesa ficou dentro do previsto

Nos sete primeiros meses do ano, o Palmeiras gastou R$ 706,088 milhões. O orçamento reservava R$ 709,181 milhões. O clube gastou R$ 3,093 milhões a menos do que planejou — praticamente o que estava escrito no papel.

A receita seguiu caminho oposto. O orçamento previa R$ 772,396 milhões até julho; entraram R$ 494,424 milhões. São R$ 277,972 milhões a menos do que o clube contava receber. O buraco entre o previsto e o realizado é quase noventa vezes maior do lado da receita do que do lado da despesa.

O mês de julho isolado

Só em julho, a receita foi de R$ 62,073 milhões, contra R$ 153,323 milhões orçados. A despesa somou R$ 97,989 milhões, abaixo dos R$ 102,122 milhões previstos. Em junho, o déficit acumulado do ano estava em R$ 124,047 milhões; um mês depois, subiu para R$ 156,402 milhões.

Entre as receitas acumuladas até julho, publicidade e patrocínio lideram com R$ 126,8 milhões, seguidas por direitos de transmissão, com R$ 116,9 milhões, e rendas diversas, com R$ 104,2 milhões — rubrica que concentra a negociação de direitos econômicos de atletas e que é justamente onde o clube mais se distanciou do próprio planejamento.

O que ainda não aparece nesta conta

O balancete se encerra em 31 de julho. As negociações fechadas em agosto, incluindo a venda de Allan ao Manchester City, entram nos meses seguintes. É por esse caminho que o clube projeta reequilibrar as contas até dezembro — a mesma saída para fazer caixa que vinha sendo desenhada desde o meio do ano, e que ainda tem valores a receber de jogadores já vendidos.

O quadro repete, em escala maior, o que o clube já havia registrado quando fechou o primeiro semestre no vermelho. Para entender de onde vem cada real que entra e sai, o portal mantém o panorama completo das finanças do Palmeiras, com o detalhamento da folha salarial.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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