
Se os títulos de 1993 e 1999 são a glória clássica, a Copa do Brasil de 2015 é o renascimento. Foi a conquista que lavou a alma de uma torcida ferida após anos difíceis e inaugurou a era de ouro que vivemos hoje.
Foi o primeiro troféu levantado no Allianz Parque, provando que a nova casa seria, de fato, um caldeirão.
O Contexto: Daquilo para a Glória
O ano começou sob desconfiança. O Palmeiras vinha de um quase rebaixamento em 2014. A diretoria, liderada por Paulo Nobre e Alexandre Mattos, reformulou todo o elenco (foram mais de 20 contratações, incluindo Dudu).
O time demorou a engrenar, perdeu o Paulistão para o Santos nos pênaltis, mas encontrou na Copa do Brasil o seu caminho para a redenção.
A Campanha dos Milagres
O caminho até a taça foi dramático, forjando o caráter do time:
- Oitavas: Eliminou o Cruzeiro (então bicampeão brasileiro) com dois jogos de gala de Gabriel Jesus.
- Quartas: Passou pelo Internacional em um jogo tenso no Allianz.
- Semifinal: O duelo contra o Fluminense foi decidido nos pênaltis, com Fernando Prass começando a escrever sua lenda.
A Final: Palmeiras x Santos
A decisão não era apenas um jogo; era uma guerra. O Santos, que havia vencido o estadual e provocado o ano todo (Ricardo Oliveira e a “careta”), era o favorito da imprensa.
- Ida (Vila Belmiro): O Santos venceu por 1 a 0 e Gabriel perdeu um gol inacreditável, chutando para fora um pênalti. Aquele erro manteve o Palmeiras vivo.
- Volta (Allianz Parque): Em 2 de dezembro de 2015, a arena pulsou como nunca. Dudu marcou dois gols no tempo normal. O Santos descontou no fim (2×1), levando a decisão para os pênaltis.
O Momento Eterno: Prass no Gol e na Bola
Nos pênaltis, o destino foi selado. Marquinhos Gabriel chutou para fora. Prass defendeu a cobrança de Gustavo Henrique.
Na última cobrança, a imagem que virou quadro: o goleiro Fernando Prass largou as luvas, ajeitou a bola e bateu forte, no meio do gol.
Palmeiras Campeão. A reconstrução estava completa. O gigante havia acordado. E mais um título registrado na Enciclopédia Alviverde.
Ficha Técnica da Finalíssima
- Data: 02/12/2015
- Local: Allianz Parque (Público recorde: 39.660 pagantes)
- O Herói: Fernando Prass (Defendeu e marcou o gol do título)
- O Craque: Dudu (2 gols no tempo normal)
- Técnico: Marcelo Oliveira
O que você achou?
0 reaçõesCrie sua conta grátis para reagir e comentar as matérias.




