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Futebol

Abel admite que errou e diz que ninguém é maior que o Palmeiras

Questionado sobre a repercussão da fala após o empate com o Botafogo, o técnico disse que reviu a entrevista, não gostou do que viu e afirmou que não soube se expressar.

Abel Ferreira orienta o Palmeiras à beira do campo contra a LDU, no Nubank Parque
Abel Ferreira durante Palmeiras 1 x 0 LDU (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

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Jogo e jogadores citados no texto

Abel Ferreira usou boa parte da coletiva após a vitória por 1 a 0 sobre a LDU, nesta quarta-feira, para tratar do assunto que atravessou a semana: a fala em que cobrou a torcida depois do empate com o Botafogo. Perguntado sobre a repercussão, contou que só foi rever a entrevista dias depois, por indicação de um auxiliar.

“Fui ver aquilo que eu tinha dito depois de um jogo intenso, em que muitas coisas aconteceram dentro do jogo. No final do jogo fui falar com o árbitro e estava alterado”, disse o treinador. E completou: “quando fui ver aquilo que falei, também não gostei daquilo que vi”.

“Não me soube expressar”

O português não se retratou pela intenção, e sim pela forma. Reconheceu que a mensagem saiu torta e emendou uma declaração de respeito à história do clube, que soou como resposta às críticas que recebeu de ex-jogadores ao longo da semana.

Se calhar não foi muito claro, não me soube expressar. Respeito muito a história do Palmeiras. Vocês sempre me ouviram a falar: ninguém é maior que o Palmeiras.

Abel Ferreira

Na sequência, o treinador comparou a própria trajetória à do clube. “A história do Palmeiras é exatamente igual à minha: é feita de trabalho, de sacrifícios e de resiliência. Foi assim que o Palmeiras foi fundado, com trabalhadores, e eu cheguei onde cheguei à custa do meu trabalho”, afirmou.

A metáfora do relógio e da pilha

Para explicar o que quis dizer sobre o próprio papel na fase vitoriosa, Abel recorreu a uma imagem. “Quando eu cheguei ao Palmeiras, tinha um relógio preparado e eu trouxe a pilha. Tu dizes-me o que é mais importante, o relógio ou a pilha?”, provocou, antes de responder ele mesmo que os dois.

E encerrou o tema deixando claro que não se considera indispensável: “O Palmeiras venceu, está a vencer e continuará a vencer no dia que eu deixar o clube”.

Por que não mexeu no time

Sobre a parte esportiva, Abel explicou a única substituição feita diante de um adversário que teve dois dias a mais de descanso. “Achei que a equipa estava bem. Temos trabalhado muito, insistido muito com equipas que se defendem em bloco baixo, e hoje foi bem clara a quantidade de oportunidades que criámos. Achei que não tinha necessidade de mexer”, justificou.

Questionado sobre a falta de dribles no time após as saídas de Estêvão, Allan e Riquelme, foi direto: “não posso pedir a jogadores que não têm drible que driblem. Não posso pedir ao Giay que faça o que fazia o Allan”. Segundo ele, o repertório ofensivo da noite compensou pela variedade de cruzamentos e combinações.

O Palmeiras volta a campo no sábado, às 18h30, contra o São Paulo, pelo Brasileirão, antes de decidir a vaga na semifinal da Libertadores em 16 de setembro, em Quito. A entrevista completa está na transmissão da coletiva.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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