
Chinesinho chegou ao Palmeiras como ponta esquerda, mas foi no meio-campo que encontrou o lugar capaz de mudar sua carreira. A Gazeta Esportiva Ilustrada chamou o jogador de novo dínamo e explicou como a mudança ajudou o clube a conquistar o Supercampeonato Paulista de 1959.
O documento do acervo do Portal do Palestra acompanha a evolução de Sidnei Cunha de uma peça talentosa, porém irregular, para o articulador que dava personalidade ao ataque. A transformação também o levou à Seleção Brasileira em uma excursão pela África e pela Europa.

Na ponta, faltava algo para completar seu futebol
A reportagem reconhecia a qualidade técnica de Chinesinho, mas afirmava que ele não conseguia render de forma plena aberto pelo lado esquerdo. A própria origem indicava outro caminho: antes do Paulista de 1959, o jogador contou que havia começado como meia, seguindo uma tradição familiar.
Quando voltou ao time nessa função, o Palmeiras atravessava um período de incerteza. A reorganização do setor central aproximou defesa e ataque, melhorou a circulação da bola e deu ao time o jogador capaz de organizar a arrancada para o título.
O Supercampeonato consagrou a mudança
A edição registrou Chinesinho como o camisa 10 que ofereceu a personalidade necessária ao supercampeão. Ele articulava, chegava à área e chutava. O desempenho não era apenas estético: resolvia um problema coletivo e permitia ao Palmeiras controlar diferentes momentos das partidas.
A campanha completa está reconstruída na matéria sobre os 79 jogos do Palmeiras em 1959. O título, decidido contra o Santos de Pelé, recolocou o clube no topo estadual e abriu um ciclo de protagonismo nacional.
Na Seleção, Chinesinho recebeu a comparação com Didi
A revista destacou sua regularidade nos jogos disputados no exterior. Atuando ao lado de Zito ou Dino, Chinesinho fazia a ligação entre os setores e ainda encontrava energia para pisar na área adversária. Imprensa brasileira e estrangeira passaram a compará-lo a Didi.
O paralelo era enorme, porque Didi havia comandado o Brasil no título mundial de 1958. A publicação tratava Chinesinho como opção real para a Seleção e via na disputa entre os dois uma demonstração da força técnica do futebol brasileiro antes da Copa de 1962.
A transformação de Chinesinho
-
Chegada ao Palmeiras Atuação na ponta esquerda O talento aparece, mas o rendimento oscila.
-
Campeonato de 1959 Retorno ao meio-campo Chinesinho encontra a posição em que havia começado.
-
Reta decisiva Camisa 10 conduz a arrancada O time ganha ligação e personalidade.
-
Supercampeonato Palmeiras conquista o título A mudança de função vira parte da campanha histórica.
-
Seleção Brasileira Consagração internacional Chinesinho se destaca na excursão pela África e Europa.
A venda que também ficou marcada no estádio
Chinesinho seguiria para a Inter de Milão, e sua transferência ajudaria a financiar obras no Parque Antarctica. A história da negociação ligada ao Jardim Suspenso mostra como sua passagem deixou marcas esportivas e patrimoniais. Na Enciclopédia Alviverde, ele aparece como jogador que encontrou a posição certa e mudou o patamar do time.
O que você achou?
0 reaçõesCrie sua conta grátis para reagir e comentar as matérias.






💬 Comentários
Seja o primeiro a comentar!
Entre na comunidade do Portal do Palestra para comentar.