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Copa do Brasil 2026

Abel sobre Vitor Roque: “quem tem que meter os pés ao caminho é ele”

O treinador lembrou que foi quem mais defendeu o atacante em 2025, disse que raramente cobra alguém em público e explicou por que abriu exceção desta vez.

Vitor Roque disputa a bola em campo pelo Palmeiras

Nesta matéria

Jogo e jogadores citados no texto

A resposta mais longa da coletiva de Abel Ferreira depois do 0 a 0 na Vila Belmiro não foi sobre o jogo. Foi sobre Vitor Roque, que começou no banco, entrou no intervalo e recebeu cartão amarelo aos 64 minutos. Perguntado sobre como pretende recuperar o atacante, o treinador falou de linguagem corporal, de gratidão e, no fim, devolveu a responsabilidade para o jogador.

“Não houve ninguém que defendesse mais o Vitor Roque do que eu”

Abel começou lembrando o histórico. Segundo ele, o atacante ficou de três a quatro meses parado por lesão e ainda está no processo de retomada.

Foi assim que ele abriu a resposta: “Vocês sabem o quanto eu defendi o Vitor Roque o ano passado. Não houve ninguém que defendesse mais o Vitor Roque do que eu. Eu só quero uma coisa, só quero que ele tenha alegria de treinar, que sorria para o sol.”

O treinador insistiu que não cobra número do atacante. “Na altura em que eu defendi o ano passado, eu não lhe cobrava golos. Golos é consequência”, disse, usando o português de Portugal que não abandonou em seis anos de Brasil. “O golo é consequência de uma tarefa que tem que fazer.”

“Só fiz isso com dois jogadores aqui”

A segunda pergunta foi mais direta: como um jogador recebe uma cobrança feita em público? Abel interrompeu antes que ela terminasse.

“Eu raramente o faço. E quando o faço, tenho uma intenção. Só fiz isso com dois jogadores aqui, acho eu”, respondeu, cortando a pergunta pela metade.

Questionado ainda sobre o fato de o atacante ter deixado o gramado rapidamente enquanto os companheiros comemoravam a classificação, o treinador puxou de volta a temporada passada, quando a cobrança da imprensa sobre a contratação era diária: “Sabem quem é que o aguentou nas costas durante 10 ou 15 jogos o ano passado, quando vocês todos me criticavam a mim e à direção?”

O que Abel diz que não depende dele

Foi no fecho da resposta que ele desenhou o limite do próprio papel — e o do clube.

Ele é um moleque, precisa de muito carinho, precisa de muita atenção e nós estamos a cuidar dele. Agora, quem tem que meter os pés ao caminho é ele.

Abel Ferreira

E completou, enumerando quem já está envolvido: “Os capitães estão a cuidar dele, o treinador está a cuidar dele e a direção está a cuidar dele. Agora, há uma coisa que não depende de nenhum de nós. O meter as mãos na massa depende só de uma pessoa.”

O contexto por trás da cobrança

Os números explicam a insistência da pergunta. O atacante marca menos da metade dos gols que fazia um ano atrás, e a dupla que ele formava com Flaco López era a solução ofensiva que Abel havia encontrado antes da lesão.

Na Vila Belmiro, a escolha do treinador foi outra: Vitor Roque, Gustavo Gómez e Joaquín Piquerez começaram no banco, com a vaga na semifinal encaminhada pelo 3 a 0 do jogo de ida. O próximo teste é domingo, às 18h30, contra o Botafogo, no Nilton Santos — e depois vêm as quartas da Libertadores, com um elenco que o próprio Abel descreveu como enxuto.

Todas as entrevistas do treinador, em vídeo e na íntegra, ficam em coletiva de Abel Ferreira, atualizada depois de cada jogo.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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