
O Palmeiras surpreendeu o mundo do futebol quando decidiu contratar Dudu, do Grêmio, em 2015. O atleta estava acertado com o Corinthians, mas preferiu o Alviverde após conversas com Alexandre Mattos, então executivo de futebol.
Dudu conquistou diversos títulos pelo clube e tornou-se ídolo da torcida. Depois de ser acusado de agressão pela ex-mulher, passou uma temporada no mundo árabe e retornou. Voltou com o coração aberto para conquistar mais troféus.
Após sofrer grave lesão, o camisa 7 teve que ter muita resiliência para se recuperar. É complicado para um atleta de alta perfomance, como Dudu, ficar fora de combate por quase um ano.
Mas, quando Dudu estava pronto para voltar aos gramados, concordou com a negociação e foi anunciado pelo Cruzeiro. Horas depois, desistiu. Mas já era tarde: se queimou com a diretoria e com a presidente Leila Pereira, que disse em entrevista logo depois do caso que ‘gostaria que Dudu cumprisse o contrato assinado com o time mineiro’.
As palavras da presidente foram diretas. Dudu já não era mais tão querido assim internamente. Abel Ferreira e sua comissão técnica interviram e a situação mudou de direção. O torcedor, com sua paixão inestimável pelo Palmeiras, sabia que Dudu seria importante em algum momento.
O jogador voltou, mas não voltou a ser aquele Dudu que conhecíamos. Claro, a lesão não foi fácil e a recuperação menos ainda. Porém parece que o clima de desalento ainda não foi apagado. Mesmo com Abel Ferreira trabalhando para deixar tudo bem, parece que a situação não caminha para um bom final.
Dificilmente Dudu seguirá para 2025. O que, na minha visão, é uma pena. É um grande desperdício. Desperdício de sentimento, de adoração.
Mas como os antigos diziam: “Os jogadores passam, o Palmeiras fica”. E o Palmeiras vai ficar, com ou sem Dudu.
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